De férias em Natal, no Rio Grande do Norte, sua cidade natal, o meia Bismarck Vinicyus Freire do Nascimento, 36 anos, foi vítima de disparos de arma de fogo e não resistiu na noite de quinta-feira (05) no Beco da Lama, Centro Histórico de Natal.
A sua morte tem repercutido entre amigos, familiares e clubes de futebol pelo país que destacam o talento e as conquistas do jogador por onde passou.
Em entrevista à TV Ponta Negra, filiada ao SBT em Natal, o pai de Bismarck, Ailton Lucas, que esteve no Instituto Médico Legal (IML) para liberação do corpo do filho, conta que o jogador era brincalhão com a família e sempre acompanhou de perto sua rotina como atleta.
“Só Jesus mesmo agora para confortar a família. Bismarck era alegre em casa, brincava com todo mundo, ele saiu, ia pro campo e eu ia olhar ele jogar. Bismarck era muito querido”, afirma o pai.
Bismarck passava as férias em Natal e na noite do crime estava com um primo e um amigo em um bar. A informação inicial é que um dos amigos de Bismarck se envolveu em uma confusão com um homem que estava em outra mesma. Minutos depois, o homem retornou e disparou contra o grupo de Bismarck, que foi atingido de forma fatal.
O pai de Bismarck relatou ainda que o filho iria na próxima semana para o Maranhão, pois já tinha contrato fechado como Olimpia, onde disputaria a Série A do Maranhense.
Treinador de Bismarck em diversos clubes, Oliveira Canindé se acostumou ao longo dos anos a comemorar títulos e confiar no talento e determinação do meia.
Oliveira Canindé relembra que no Guarany de Sobral os dois conquistaram o título da Série D, e no Campinense, em 2013, foram campeões da Copa do Nordeste. A dupla ainda conseguiu o acesso e vice-campeonato da Série D no CSA.
“Foi um dos dias mais tristes da minha vida. É uma história longa, de muitos anos acompanhando o Bismarck que trabalhou comigo desde novinho. Ele sempre como destaque, sempre como meu camisa 10, o cabeça pensante da equipe. Então é uma tristeza absurda que a gente fica triste porque temos muitas histórias juntos. Ele sempre dizia que ia dar certo, que a gente ia passar por cima e os volantes iam ter muita dificuldade para marca-lo. E a gente ficava rindo, mas sempre acreditando muito no potencial dele. Eu gostava muito dele. Fica a tristeza e meus pêsames a todos os amigos”, afirma o técnico Oliveira Canindé.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa do Rio Grande do Norte já assumiu as investigações. Além do jogador, o primo dele, que também estava no local na hora do crime, foi baleado e segue internado. Imagens do circuito de segurança devem ajudar a identificar o autor dos disparos e o veículo que ele conduzia no crime.
Fonte:Cidadeverde.com


