18 / 02 / 2026 - 07h45
PF deflagra operação sobre vazamento de dados de ministros do STF; Moraes autoriza buscas e medidas

 

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (17), uma operação para apurar o vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e ocorre na Bahia, em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão contra servidores públicos suspeitos de acessar e repassar informações protegidas da Receita Federal. Além das buscas, Moraes determinou uma série de medidas cautelares, incluindo afastamento das funções públicas, monitoramento por tornozeleira eletrônica, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país.
 
O ministro também autorizou a quebra de sigilo dos investigados para apurar se houve pagamento em troca do acesso e da divulgação das informações fiscais. O processo tramita sob sigilo.
 
Segundo apurado, os quatro servidores atuavam na Receita Federal. A suspeita é de que tenham acessado indevidamente dados fiscais de integrantes do Supremo e de seus parentes.
 
A operação ocorre um dia após a revelação de que o sigilo fiscal da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, teria sido acessado de forma irregular. De acordo com as investigações, o caso não se restringe a ela: a declaração de Imposto de Renda de um filho de outro ministro do STF também teria sido consultada sem autorização judicial.
 
Moraes determinou ainda que a Receita Federal faça um rastreamento completo de consultas ou tentativas de acesso envolvendo os atuais dez ministros da Corte, além de suas esposas, filhos, irmãos e ascendentes. O relatório detalhado deverá ser apresentado após o Carnaval.
 
A apuração foi incorporada ao inquérito das fake news, que investiga ataques coordenados contra ministros do STF nas redes sociais. A Polícia Federal busca identificar a origem dos acessos e eventuais conexões com estruturas organizadas de divulgação de dados sensíveis.
 
O caso amplia a tensão institucional em torno da segurança de informações sigilosas de autoridades e reacende o debate sobre o uso e a proteção de dados fiscais dentro da administração pública.
 
HoraBrasília

 

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